Pesquisa Origem-Destino (OD) Pesquisa Origem-Destino (OD)
A contagem diz quanto passa numa seção. A pesquisa origem-destino diz de onde a viagem saiu e para onde ela vai.
Tipos de pesquisa
É o dado que falta para montar a matriz que alimenta a alocação de tráfego.
Esta página trata da execução do levantamento, dentro das pesquisas de tráfego.
01O que é medido
O que a pesquisa origem-destino mede O que a pesquisa origem-destino mede
- 01
A viagem
A unidade de observação é a viagem, não o veículo parado numa seção. Cada registro guarda um deslocamento inteiro, do ponto em que começou ao ponto em que terminou. Nos termos de referência ele também aparece como pesquisa de origem e destino, ou pesquisa OD.
- 02
Cinco variáveis
Cinco variáveis sustentam a matriz:
- origem
- destino
- motivo
- modo
- hora
Em volta delas, o questionário caracteriza quem viaja e como viaja, conforme o termo de referência:
Usuário
- Faixa etária
- Gênero
- Renda
- Escolaridade
- Ocupação
- Posse de veículo
Viagem
- Frequência
- Duração
- Custo
- Forma de pagamento
- Transbordo
- Ocupação do veículo
- 03
Quem deixa de passar por onde
É essa unidade que separa a pesquisa OD da contagem. A contagem de veículos responde quanto passa numa seção, por classe e por período. A pesquisa origem-destino responde de onde para onde. É essa resposta que um desvio de tráfego, um contorno ou um pedágio precisam, para saber quem deixa de passar por onde.
- 04
O sistema de zonas
Origem e destino só viram matriz depois de agregados num sistema de zonas, acordado com a equipe antes do campo.
- 05
O tamanho da zona
Zona grande demais esconde a viagem interna. Zona pequena demais deixa cada par com poucas entrevistas, e o erro da célula cresce até o número perder utilidade.
- seção de contagem
- volume
- viagem
- origem
- destino
- contorno proposto
- deixa de passar
- zona
- linha de desejo
- viagem interna
- poucas entrevistas
02Como é feito
Como a pesquisa origem-destino é feita Como a pesquisa origem-destino é feita
A pesquisa cobre dois recortes
Rodovia
com o veículo particular e comercial
O levantamento entrevista o condutor e classifica o veículo, e sustenta estudo de concessão, contorno e travessia urbana.
Transporte coletivo
com o passageiro
O levantamento identifica linha, itinerário e transbordo, por entrevista ou por dado de bilhetagem.
Há quatro famílias de método, e a escolha sai da pergunta que o estudo precisa responder
Entrevista em campo, na via
Aborda o condutor num ponto de parada, com apoio do órgão de trânsito ou da polícia rodoviária.
- Questionário curto, porque o veículo está parado no acostamento.
- É o método usual em rodovia, com veículo particular e comercial, e em acesso de travessia urbana.
Entrevista domiciliar
Registra todas as viagens dos moradores de um domicílio num dia útil de referência.
- Enxerga o deslocamento a pé, a viagem encadeada e o motivo real.
- Custa mais e leva mais tempo de campo.
Pesquisa de linha de contorno (cordon line)
Cerca uma área com postos em todos os acessos.
- O que cruza a linha é entrevistado ou registrado, e a leitura que ela entrega é a separação entre tráfego de passagem e tráfego local.
- Sustenta a discussão de contorno rodoviário e de restrição de circulação.
Levantamento por dado passivo
Reconstrói a matriz a partir de registro já existente, sem abordar ninguém.
- Entram aqui a bilhetagem eletrônica, a telemetria de frota e o tratamento de dados de operadora de telefonia móvel.
- O motivo da viagem fica de fora do registro, e por isso o dado passivo não substitui a entrevista.
O caminho por bilhetagem e telemetria é tratado em detalhe na página de matriz origem-destino.

03Processo e validação
Amostra, processo e validação Amostra, processo e validação
A amostra se dimensiona pelo par de zonas, não pelo total de entrevistas: é o erro de cada célula que decide a qualidade da matriz.
O processo tem quatro etapas, e a equipe conduz todas com apoio de tecnologia de campo e de modelagem em PTV Visum.
- 1
Desenho da amostra
A equipe define o sistema de zonas antes do campo e dimensiona a amostra por par. Poucos pares concentrados entregam uma matriz inútil, mesmo com muitos questionários.
- 2
Controle de campo
A equipe registra recusa e abordagem incompleta por posto e faixa de horário. Quem recusa tende a viajar diferente de quem responde.
- 3
Expansão
O fator sai da contagem volumétrica classificada, feita no mesmo posto e no mesmo período da entrevista, e amarra a amostra ao universo.
- 4
Validação
A equipe aloca a matriz expandida na rede em PTV Visum. Em seguida, compara o fluxo calculado com a contagem medida em seções de controle, fora da expansão.
O que rege o levantamento
Metodologia da Pesquisa Origem e Destino do Metrô-SP
Referência de desenho amostral e de questionário domiciliar.
Manual de Estudos de Tráfego, do DNIT
Método de contagem e fatores de expansão.
Grade de especificação
- 01Método de abordagem
Entrevista em campo na via, entrevista domiciliar, pesquisa de linha de contorno (cordon line) e levantamento por dado passivo (bilhetagem eletrônica, telemetria e dado de telefonia móvel)
- 02Tamanho e desenho da amostra
Dimensionada por par de zonas, a partir do sistema de zonas acordado antes do campo
- 03Período de campo
Dias úteis típicos, fora de férias escolares e de feriado prolongado
- 04Variáveis coletadas
- Origem, destino, motivo, modo e hora de partida
- Tipo de veículo e ocupação no levantamento veicular
- Produto transportado na pesquisa de carga
- 05Tratamento e expansão da amostra
- Fator de expansão a partir da contagem volumétrica classificada simultânea, no mesmo posto e no mesmo período
- Registro de recusa por posto e faixa de horário
- 06Validação
Alocação da matriz expandida e comparação com a contagem medida em seções de controle que ficaram fora da expansão
- 07Software
- PTV Visum
- 08Formato de entrega
- Banco de entrevistas em planilha de formato aberto
- Matriz origem-destino por par de zonas
- Memorial de expansão
- Relatório de campo
04Preferência declarada
Pesquisa de preferência declarada Pesquisa de preferência declarada
A viagem que a pessoa fez
Pesquisa origem-destino
A pesquisa origem-destino registra a viagem que a pessoa fez.
A viagem que ela faria
Preferência declarada
A pesquisa de preferência declarada pergunta pela viagem que ela faria, diante de uma alternativa que ainda não existe na rua.
O instrumento é um conjunto de cenários, cada um com duas ou três opções descritas por atributos: tempo de viagem, custo, frequência, número de transbordos. O entrevistado escolhe, o cenário muda de valores, e ele escolhe de novo. Da sequência de escolhas se estima quanto cada atributo pesa na decisão.

Dois recortes usam esse instrumento
Transporte coletivo
Escolha de modal e de linha, e a preferência do usuário entre atributos do serviço.
Sustenta previsão de demanda para serviço novo ou reestruturado.
Rodovias
Valor do tempo do usuário e preferência de caminho.
Sustenta estudo de concessão, com a definição de tarifa, a estimativa de fuga e a escolha de rota diante de pedágio.
05Formatos de entrega
O que o contratante recebe O que o contratante recebe
- 01
Banco de entrevistas em formato aberto
Uma linha por entrevista, com posto, data, hora e as variáveis coletadas. Permite refazer a tabulação por conta própria.
- 02
Matriz origem-destino expandida
Por par de zonas, em número de viagens, com o período de referência declarado na planilha.
- 03
Memorial de expansão
O fator aplicado a cada posto e faixa de horário, com a contagem que o originou.
- 04
Relatório de campo
Postos, datas, equipe, total abordado e total recusado, por faixa de horário.
- 05
Registro da validação
A comparação entre fluxo alocado e contagem medida nas seções de controle, com os dados da conferência.
- 06
Mapa de linhas de desejo
Os principais fluxos entre zonas em forma de mapa, para reunião com quem não lê matriz.
06
Perguntas frequentes Perguntas frequentes
A contagem diz quanto passa; a pesquisa diz de onde para onde. A contagem volumétrica classificada mede o fluxo numa seção, por classe de veículo e por período. É ela que sustenta o cálculo de capacidade e de nível de serviço. A pesquisa origem-destino reconstrói o trajeto inteiro, e permite prever quem muda de rota quando a rede muda. Numa interseção isolada, ou quando já existe matriz recente da região, a contagem sozinha resolve.
Não existe percentual único. O que decide é quantas entrevistas caem em cada par de zonas, porque o erro que interessa é o da célula da matriz. Um sistema de zonas mais fino exige mais entrevistas para manter a mesma precisão por par.
A domiciliar explica a viagem; a de via explica o fluxo. A entrevista domiciliar captura todas as viagens do morador, inclusive a pé e a encadeada, e enxerga o motivo. Ela custa mais e leva mais tempo de campo. A entrevista na via alcança quem passa naquele trecho, com questionário curto, e serve a estudo de rodovia, contorno e travessia urbana. Quando o recorte é uma área fechada, a pesquisa de linha de contorno cobre todos os acessos de uma vez.
Em parte. Registro de bilhetagem eletrônica, telemetria de frota e dado de operadora de telefonia móvel reconstroem padrão de deslocamento sem abordar ninguém. É disso que trata a página de matriz origem-destino. O que esses dados deixam de fora é o motivo da viagem e o deslocamento de quem não está na base. Para transporte coletivo com bilhetagem íntegra, o caminho passivo resolve. Para matriz de rodovia com tráfego difuso, a entrevista continua sendo o levantamento que fecha.
Tem um estudo que precisa de matriz e não tem levantamento? Tem um estudo que precisa de matriz e não tem levantamento?
Envie
- o termo de referência
- o recorte da área
- as contagens que já existirem
↓
Devolvemos
- o desenho da amostra
- o que falta levantar
- a proposta com prazo
