Metrô elevado sobre o VLT e a via expressa, em três níveis, com os prédios ao fundo

Dados de mobilidade

Previsão de demanda e otimização de rede

Aqui a rede já circula, e o ponto de partida é sempre o dado que ela já produz.

O mesmo dado

O que muda é o que se faz com ele.

  • Bilhetagem eletrônica
  • Contagem de embarque e desembarque
  • GPS ou AVL (Automatic Vehicle Location) da frota

Nenhuma das três parte de corredor novo nem de rede redesenhada. A viabilidade de sistemas de transporte como BRT, VLT e metrô decide se um corredor compensa.

Previsão de demanda

Previsão de demanda de passageiros

A prefeitura fecha a proposta orçamentária do ano seguinte com uma linha de subsídio ao transporte coletivo. A Câmara pergunta de onde saiu o número de passageiros projetado.

Aqui o recorte que muda é o tempo, não o trajeto.

A unidade de observação é o volume de passageiros ao longo do tempo. Por linha, por sentido ou pela rede inteira, agregado por semana ou por mês.

Isso é diferente da viagem individual reconstruída ponto a ponto, que pertence à matriz origem-destino por bilhetagem e telemetria.

Duas fontes alimentam a série.

Bilhetagem eletrônica

Registra a validação por linha e por horário, quando o sistema de cobrança já opera.

Contagem de embarque e desembarque

Cobre a linha sem validador, feita em campo ou por sensor de bordo. Ela complementa a série onde o pagamento em dinheiro pesa.

Contagem de embarque e desembarque

O tratamento passa por três etapas.

  1. 01

    Sazonalidade

    Calendário letivo, feriado, férias e evento programado empurram o volume, num padrão que se repete todo ano.

    • Uma média móvel centrada, sobre pelo menos um ciclo anual completo, separa esse padrão da tendência de longo prazo.
    • Evento atípico, como greve ou obra que fechou uma via, fica isolado à parte.
  2. 02

    Calibração

    Contra o período mais recente observado.

  3. 03

    Cenários

    • O cenário-base estende a tendência já tratada.
    • Um alternativo entra quando há evento programado e conhecido, como reajuste tarifário ou abertura de linha concorrente.

meses

12 meses é o ciclo mínimo que essa série precisa cobrir para a decomposição funcionar.

Abaixo de um ciclo completo, mês atípico entra na conta como se fosse padrão. A leitura seguinte do mesmo mês corrige um erro que já foi entregue.

A entrega

  1. 01

    Planilha da série tratada e projetada

    Por linha e por cenário, com a sazonalidade separada da tendência.

  2. 02

    Memorial do método aplicado

    Registra a decomposição da série, a calibração e os cenários.

  3. 03

    Relatório de aderência

    Confronta o valor projetado com o observado pelo erro percentual absoluto médio (MAPE).

Quando a projeção precisa se distribuir pela rede, linha a linha, ela entra como insumo na alocação de rede em PTV Visum.
Pular a cena

Otimização de rede

Otimização de rede e dimensionamento de frota

A unidade de análise aqui é o desempenho da operação numa janela curta: hora a hora, faixa por faixa do dia.

  1. 01

    Ocupação por horário

    A bilhetagem eletrônica registra ocupação por linha e por horário.

    • Uma linha lota às sete da manhã e roda quase vazia às dez.
    • O quadro de horários continua o mesmo desde a última revisão.
  2. 02

    Intervalo real

    O GPS ou o AVL da frota registra posição e velocidade do veículo.

    • Daí se calcula o intervalo real entre partidas e o tempo de viagem por trecho.
    • O intervalo real quase sempre difere do programado.
  3. 03

    Desvio

    • Veículo que sai atrasado da garagem
    • Semáforo que muda de tempo
    • Obra que fecha uma faixa

    Cada um empurra o intervalo real para longe do quadro de horários. Esse desvio, acumulado faixa a faixa, é o que o passageiro sente como ônibus atrasado ou lotado.

  4. 04

    Viagens por hora

    O cálculo de frota segue o princípio de qualquer linha, e começa pela demanda.

    Os passageiros do trecho mais carregado, na hora de pico, divididos pela lotação admitida do veículo, dão as viagens por hora que a faixa precisa.

    • Daí sai o intervalo entre partidas.
  5. 05

    Frota operacional

    • Onde a demanda é baixa, vale o intervalo máximo que a política de atendimento fixa.

    A frota operacional é o tempo de ciclo dividido por esse intervalo, e a reserva técnica vem somada a ela.

Otimização de rede

O tempo de viagem por trecho aponta onde o itinerário perde minuto de forma repetida:

  • Um cruzamento
  • Uma faixa de ônibus interrompida
  • Um trecho sem prioridade semafórica

Isso vira proposta de ajuste pontual quando o ganho compensa, nunca redesenho de linha ou mudança de hierarquia.

Quando o achado aponta além do ajuste fino (vazio de cobertura, linha inteira sem demanda, necessidade de rede tronco-alimentada), o caminho correto muda. A rede é redesenhada pela reestruturação de rede de ônibus e dimensionamento de frota e realocada em PTV Visum.

Otimização de rede

O que chega na sua mão nesta etapa

  1. 01

    Diagnóstico de regularidade e ocupação

    Intervalo real medido contra o programado, por linha e por sentido, em planilha de formato aberto.

  2. 02

    Quadro de horários ajustado

    Intervalo entre partidas e frota escalada, por linha e por faixa horária, com a justificativa de cada mudança.

  3. 03

    Memorial de dimensionamento de frota

    O cálculo que sustenta cada veículo escalado, porque é esse memorial que resiste à pergunta do Tribunal de Contas ou do gestor do contrato.

  4. 04

    Relatório de trechos com perda de tempo de viagem

    Quando houver, com a proposta de ajuste pontual associada.

Painéis

Painéis de monitoramento de mobilidade

O gestor do contrato quer abrir uma tela e ver se a operação está dentro do combinado, sem esperar o próximo relatório fechado.

O painel de monitoramento de mobilidade é essa tela.

Ele reúne, de forma contínua, os indicadores que a bilhetagem, a contagem e o GPS/AVL já produzem.

Ocupação, regularidade e volume de passageiros, atualizados por período.

Não é a foto de um mês: é a série que mostra se o indicador segue dentro do combinado ao longo do tempo.

Isso é diferente de calcular o indicador uma vez. A identificação de indicadores de desempenho operacional define e apura o número, a partir da matriz origem-destino.

Perguntas frequentes

Não. A previsão projeta meses à frente, para orçamento e repactuação de contrato. A otimização de rede ajusta a operação de agora, faixa horária por faixa horária, a partir do que a bilhetagem e o GPS/AVL já registraram.

Não. O painel não calcula um indicador novo. Ele reúne, numa tela de acompanhamento contínuo, o que essas duas seções produzem e o que a matriz origem-destino apura em indicadores de desempenho operacional.

Precisa de pelo menos um dos dois, mas o mínimo muda por serviço. A previsão de demanda pede série de bilhetagem ou contagem com pelo menos um ciclo anual. A otimização de rede pede bilhetagem ou GPS/AVL cobrindo a linha. O painel pressupõe que um dos dois já alimente uma das outras duas seções. Sem nenhum, o caminho é a contagem em campo pontual ou a pesquisa origem-destino.

Tem bilhetagem, contagem ou GPS/AVL rodando?

Esse dado serve para projeção, ajuste de rede ou painel de acompanhamento contínuo.

Envie

  • o histórico disponível
  • o que você precisa decidir com ele
  • os eventos já programados no período

Devolvemos

  • o desenho do tratamento
  • o que os dados já cobrem
  • a proposta com prazo
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