Avenida larga à noite, com os rastros de luz dos veículos nos dois sentidos

Dados de mobilidade

Matriz Origem-Destino por Bilhetagem e Telemetria

A partir do que o sistema já registra: validação de cartão no embarque e posição do veículo pelo GPS da frota.

A concessão de ônibus já tem bilhetagem validada havia anos, mas o edital de renovação cobra origem e destino sem espaço para pesquisa nova.

Quantas dessas viagens dá para fechar sem perguntar nada a ninguém?

O que é medido

O que a matriz origem-destino por bilhetagem e telemetria mede

A unidade de observação é a viagem do usuário de bilhetagem.

Avenida movimentada vista do alto, com um ônibus urbano na faixa da direita
Dois registros reconstroem essa viagem:
  1. 01Validação do cartão

    Data, hora e ponto do embarque.

  2. 02Posição do veículo

    Pelo GPS ou pela telemetria da frota.

Nos termos de referência, o mesmo levantamento aparece como matriz OD por bilhetagem.

O que a matriz relaciona é diferente do que a pesquisa origem-destino relaciona.

Lá

Pesquisa origem-destino

origemdeclaradadestinodeclaradomotivodeclarado

Lá, a viagem inteira é declarada pelo entrevistado, motivo incluído.

Aqui

Bilhetagem e telemetria

origemcertadestinoinferidomotivofica de fora

Aqui, o embarque é certo e o destino é inferido, geralmente pelo próximo embarque do mesmo cartão, num sistema sem registro de desembarque.

Pular a cena

Como é feito

Como a matriz é reconstruída a partir do dado passivo

  1. 01

    A lista de embarques

    A validação de bilhetagem, sozinha, é uma lista de embarques: cartão, ponto, hora. Não há viagem ali até dois embarques do mesmo cartão serem encadeados. Um vira a origem; o seguinte estima o destino do trecho anterior.

  2. 02

    A telemetria

    A telemetria entra em dois pontos:

    • Localização do embarque. Quando o validador de bordo não grava coordenada própria, cruza o horário da validação com a posição do veículo naquele minuto.
    • Intervalo entre veículos. Separa atraso de frequência baixa na hora de explicar variação na matriz.
  3. 03

    O par de zona

    Depois do encadeamento, embarques e destinos inferidos se agregam por par de zona, do mesmo jeito que a pesquisa de campo agrega entrevista. O sistema de zonas usado precisa ser o mesmo da rede modelada. Sem isso, a matriz não converge na alocação e modelagem de rede em PTV Visum.

  4. 04

    A catraca de saída

    Um metrô ou BRT com catraca de saída muda a conta: o desembarque é validado ali, e o destino é medido, não inferido. A matriz nesses trechos carrega menos incerteza do que a de ônibus com validação só na entrada.

Padrões de viagem

Identificação de padrões de viagem

Uma pesquisa de campo fotografa um dia. A base de bilhetagem, quando o histórico é longo o bastante, mostra a série. A viagem de terça-feira se compara à de sábado, e o padrão de um mês se afasta do anterior.

É essa continuidade que separa o dado passivo do levantamento pontual.

A série revela dois padrões:

Viagem habitual

Do mesmo cartão em horário parecido.

Viagem esporádica

Que muda a cada ocasião.

A proporção entre as duas muda a prioridade: frequência estável ajuda a primeira, informação de itinerário ajuda a segunda.

O mesmo encadeamento que reconstrói origem e destino também mostra transbordo. Cartão que valida em duas linhas dentro de um intervalo curto fez uma viagem só, com troca no meio.

Contar transbordo como duas viagens infla a demanda aparente da rede e distorce o que entra depois na reestruturação de rede de ônibus.

Especificação

Grade de especificação da matriz origem-destino

01Fonte de dado

Validação de bilhetagem eletrônica (cartão, ponto e hora do embarque), telemetria ou GPS da frota, e cadastro georreferenciado de linhas e pontos

02Unidade reconstruída

Viagem por cartão, do embarque validado ao destino inferido pelo embarque seguinte do mesmo cartão; usuário sem cartão fica fora da base

03Cobertura

Usuário de bilhetagem eletrônica; frota com telemetria identificada, quando o recorte é de carga ou de veículo rastreado, não de passageiro

04Período de referência

Dia típico, com possibilidade de comparação entre dia útil, sábado e domingo, quando o histórico de validação cobrir os três

05Validação

Confronto entre total de embarques inferidos e total de validações registradas no mesmo recorte

06Software

PTV Visum na alocação e no tratamento da matriz em rede

07Formato de entrega

Matriz em planilha de formato aberto, por par de zona ou por par de ponto

O que existe é metodologia publicada por quem já opera essa reconstrução em escala pública.

2019

Agência RMBH e Seinfra-MG

A Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Agência RMBH, publicou o estudo (abre em nova aba). A parceira foi a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (Seinfra-MG). Em 2019, as duas divulgaram uma matriz de bilhetagem e telemetria para a região metropolitana de Belo Horizonte.

mês a mês

Prefeitura de Belo Horizonte

A Prefeitura de Belo Horizonte mantém hoje, pela Superintendência de Mobilidade (SUMOB), um conjunto de dados aberto (abre em nova aba) que atualiza a mesma base mês a mês.

Formatos de entrega

O que chega na sua mão

Garagem de ônibus à noite vista de cima, com os veículos estacionados em fileiras
  1. 01

    Matriz origem-destino em planilha de formato aberto

    Por par de zona ou por par de ponto, com o período de referência e a regra de encadeamento declarados na própria planilha.

  2. 02

    Mapa de linhas de desejo

    Os principais fluxos entre zonas, em forma de mapa, para reunião com quem não lê matriz em tabela.

  3. 03

    Memorial do encadeamento e da validação

    A regra usada para inferir destino e o confronto entre embarque inferido e validação total do período.

  4. 04

    Relatório de cobertura

    O que a base de bilhetagem cobre e o que fica de fora: pagamento sem cartão, linha sem validador, período sem histórico suficiente.

Indicadores

Indicadores de desempenho operacional

Um indicador de desempenho operacional resume o que a série tratada permite acompanhar. Aqui entram velocidade por trecho, tempo de percurso, volume por período e intervalo entre veículos.

  1. 01

    Velocidade por trecho e tempo de percurso

    vêm do tratamento de dados de tráfego e ITS.

  2. 02

    Intervalo entre veículos e ocupação

    vêm da bilhetagem e da telemetria de frota, já descritas acima.

A diferença para um estudo fechado está na cadência.

O estudo
Entrega um memorial num ponto do tempo, com o dado daquele momento.
O indicador
Acompanha a série enquanto ela continua chegando, e mostra a tendência antes de a reclamação virar prioridade.

Onde uma decisão de engenharia depende de memorial de cálculo, o indicador serve de insumo; quem fecha a decisão continua sendo o memorial.

A leitura contínua desses indicadores é o que sustenta um painel de monitoramento de mobilidade.

Perguntas frequentes

Em parte. Ela resolve o transporte coletivo com bilhetagem eletrônica íntegra, sem o custo de campo. Fica de fora o motivo da viagem, o usuário sem cartão e o deslocamento fora do sistema: a pé, de carro ou de moto. Para rede com bilhetagem consolidada, o caminho passivo cobre a maior parte da demanda. Para a viagem inteira da cidade, a pesquisa origem-destino continua sendo o levantamento que fecha.

A base. A matriz de passageiro nasce do cartão validado no embarque. A de frota identificada nasce da posição do veículo ao longo do trajeto, sem cartão envolvido. A primeira responde de onde para onde o passageiro vai. A segunda responde de onde para onde o veículo vai, útil a estudo de frota de carga ou de veículo com telemetria própria.

Dá, com ressalva. A validação interna confronta o total de embarques inferidos com o total de validações registradas. Ela mostra se o encadeamento fechou a maior parte dos cartões. O que ela não mostra é se a validação já subestima o embarque real, por catraca com falha ou por usuário que entra sem validar.

O contrato decide, e a tecnologia permite as duas coisas. O dado de bilhetagem chega contínuo, e o mesmo tratamento pode gerar matriz nova a cada mês. É o que a Prefeitura de Belo Horizonte faz com o conjunto aberto que mantém e atualiza mensalmente. Um estudo pontual entrega a matriz de um período de referência e para aí.

Tem bilhetagem ou telemetria rodando e precisa da matriz que ainda não foi montada?

Envie

  • o histórico disponível
  • o sistema de zonas que a rede já usa
  • o período de referência

Devolvemos

  • o desenho do encadeamento
  • o que a base cobre
  • a proposta com prazo
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