Tratamento de dados de tráfego e ITSTratamentodedadosdetráfegoeITS
Laço indutivo, radar, leitura de placa e câmera de CFTV (circuito fechado de televisão) já rodam na malha viária, cada um no próprio formato, no próprio intervalo e com a própria falha.
O tratamento de dados desses Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) é o trabalho que valida o que cada fonte registrou, preenche a falha do sensor que caiu e consolida tudo numa série única.
Sensor que grava sem tratamento vira arquivo parado, nunca indicador.Sensorquegravasemtratamentoviraarquivoparado,nuncaindicador.
01As fontes
O que entra no tratamento de dados de tráfego e ITSOqueentranotratamentodedadosdetráfegoeITS
O material bruto vem de quatro famílias de equipamento, e cada uma erra de um jeito próprio.
01
Laço indutivo
Espira sob o pavimento que conta por eixo, quase contínuo.
Erra quando um caminhão ocupa duas faixas ou quando o eixo passa rápido demais para o pulso.
02
Radar de tráfego
Mede volume e velocidade por faixa, sem contato com o pavimento.
Erra quando o feixe cruza para a faixa vizinha ou quando a chuva interfere na leitura.
03
Leitura de placa (OCR/LAP)
Identifica o veículo entre dois pontos, o que permite calcular tempo de percurso.
Erra quando a placa chega suja, encoberta ou mal iluminada.
04
CFTV
Câmera que conta por imagem.
Erra quando o tráfego satura o quadro e um veículo encobre outro.
O que sai daqui é volume, velocidade e passagem de tráfego geral, do jeito que cada equipamento de campo registra.
Grade de especificação do tratamentoGradedeespecificaçãodotratamento
ItemO que entra
01Fontes de dado tratadas
Laço indutivo, radar de tráfego, leitura de placa (OCR/LAP) e CFTV
02Granularidade de entrada
O intervalo bruto de cada equipamento: pulso do laço, leitura do radar, passagem da placa, quadro do CFTV
03Tratamento aplicado
Validação de continuidade, preenchimento de falha de sensor e remoção de valor fora da curva
04Consolidação
Agregação em Volume Diário Médio e perfil horário, com fator de expansão quando a série é parcial
05Software que consome a série tratada
PTV Visum
PTV Vissim
HCS
SIDRA
06Formato de entrega
Planilha em formato aberto e painel de indicadores
07Validação da série
Confronto entre o volume tratado e contagem de campo do mesmo ponto, quando houver
O que existe é o método de contagem e o fator de expansão do Manual de Estudos de Tráfego do DNIT. Aqui ele se aplica à série consolidada, em vez de à coleta pontual. A classificação de veículos do próprio DNIT também entra, quando a fonte separa por categoria.
Não. A contagem de veículos é o levantamento que produz dado novo, com equipamento posicionado especificamente para aquele ponto e por aquele período. O tratamento de dados de tráfego e ITS parte do que já existe, gravado por equipamento instalado antes do pedido chegar. Às vezes esse equipamento é de outro contrato, e a equipe que trata o dado nem sempre é a que o coletou. Onde não há histórico nenhum ainda, a contagem de campo continua sendo o primeiro passo. O tratamento entra depois, quando a série já tiver comprimento.
Serve para as duas coisas. Um arquivo parado de meses de laço indutivo passa pela mesma validação e pelo mesmo preenchimento de falha que uma série que ainda está chegando. A diferença fica só na entrega: lote fechado sai como planilha única; série contínua pede atualização combinada em contrato.
Depende do que o equipamento grava. O tratamento parte do formato do registro bruto (carimbo de tempo, contagem, faixa, placa ou imagem), independente da marca ou do fabricante do sensor. A instalação e a manutenção do equipamento continuam sendo assunto de quem forneceu ou opera aquele sistema. Sem o formato declarado, o primeiro passo é abrir uma amostra do dado bruto antes de orçar o resto.
Tem dado de laço indutivo, radar, leitura de placa ou CFTV parado sem tratamento?Temdadodelaçoindutivo,radar,leituradeplacaouCFTVparadosemtratamento?