Malha viária urbana vista de cima

Estudos de Tráfego

Plano de Ação Imediata de Trânsito

O PAIT resolve no curto prazo, com recurso de custeio, o que um plano de mobilidade levaria mais de um ano para enfrentar.

O problema

Chega reclamação do mesmo cruzamento toda semana — e ninguém sabe o que resolver primeiro.

O que a prefeitura enfrenta

Um acidente na saída da escola, fila na entrada do bairro, morador cobrando lombada na Câmara, comerciante dizendo que perdeu freguês depois que mudaram o sentido da rua.

A prefeitura sabe que precisa agir, mas não sabe quanto custa cada coisa nem como justificar a escolha para quem cobra.

O instrumento

O que o PAIT resolve

A prefeitura põe na rua em semanas, com recurso de custeio, as ações imediatas do PAIT, e a obra maior já sai orçada.

  1. 01Adequação geométrica
  2. 02Implantação de semáforos
  3. 03Melhorias na sinalização horizontal e vertical
  4. 04Otimização semafórica
  5. 05Alteração na circulação de vias
  6. 06Plano de circulação
  7. 07Mudanças nos sistemas de transporte público
Pular o cronograma
  1. Prazo

    3 meses

    É o teto para um município de até 100 mil habitantes, da mobilização de campo à entrega final.

    Acima desse porte o prazo cresce com a complexidade do estudo — número de interseções levantadas, volume de contagens, extensão da rede modelada — e não com a população.

  2. 01

    Mobilização e contagens

    semana 1 à 4

  3. 02

    Diagnóstico e modelagem

    semana 4 à 7

  4. 03

    Propostas imediatas

    semana 7 à 9

    As primeiras propostas de intervenção ficam prontas antes do encerramento, porque o cronograma separa as ações de execução imediata num produto intermediário.

  5. 04

    Plano consolidado

    semana 9 à 12

Método

O levantamento começa na rua, não na planilha.

Do campo ao modelo

Modelo de microssimulação de tráfego
  1. 01

    Na rua

    Contagem volumétrica classificada em período típico, pesquisa de velocidade e de conversão nos cruzamentos que concentram ocorrência, e inventário da sinalização existente.

  2. 02

    Na rede

    Esses dados alimentam a rede no PTV Visum, que mostra como o tráfego se redistribui quando se mexe em um ponto — é o que evita empurrar o congestionamento duas quadras adiante.

  3. 03

    Na tela

    Nas interseções críticas, a microssimulação no PTV Vissim testa a solução antes de qualquer obra: fila, tempo de espera e conflito aparecem na tela, não na rua.

Cada intervenção proposta sai com o cálculo que a sustenta, porque é esse memorial que responde ao Tribunal de Contas quando a despesa for questionada.

Base normativa

O que rege o estudo

  • Código de Trânsito BrasileiroLei 9.503/1997
  • Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, do CONTRAN
  • Resoluções do CONTRAN sobre sinalização, velocidade e travessia
  • Manuais do DNIT de projeto geométrico e estudos de tráfego
  • Boletins técnicos da CET-SP
  • ABNT NBR 9050travessia, rebaixamento de guia e rota acessível
  • Highway Capacity Manualcapacidade e nível de serviço
  • Política Nacional de Mobilidade UrbanaLei 12.587/2012
  • Legislação municipalplano diretor e uso e ocupação do solo

Entregáveis

O que chega na sua mão

Três entregas

02

Projeto

  • Projeto funcional de sinalização, com planta vertical e horizontal
  • Programação semafórica com tempos de ciclo, estágios e defasagem
  • Planilha de quantitativos e orçamento estimado por intervenção
03

Implantação

  • Cronograma escalonado por prazo, custo e impacto esperado
  • Relatório-síntese em linguagem não técnica, para a Câmara e a população

Para quem

Quem contrata um PAIT

01

Prefeitura sem equipe de trânsito

Município que assumiu a gestão do trânsito e ainda não montou corpo técnico próprio. O PAIT entrega o que fazer, em que ordem e quanto custa, no formato que o setor de licitação consegue transformar em contrato.

02

Secretaria de mobilidade

Secretaria que já tem equipe e precisa de embasamento externo para sustentar a decisão. O memorial de cálculo dá respaldo à intervenção diante da Câmara, do Ministério Público e do Tribunal de Contas.

03

Concessionária de rodovia

Concessionária com travessia urbana no trecho. O estudo separa o tráfego de passagem do local e dimensiona acesso, retorno e faixa de aceleração sem empurrar o conflito para a via marginal do município.

04

Incorporadora e empreendedor

Quando o município exige medidas viárias como contrapartida da licença, o PAIT define o pacote de intervenções e o prazo, articulado ao estudo de polo gerador de tráfego.

Perguntas que sempre aparecem

São instrumentos de horizonte diferente. O Plano de Mobilidade Urbana é exigência da Lei 12.587/2012, olha dez anos à frente e trata de política pública: rede estrutural, transporte coletivo, calçada, ciclovia. O PAIT trata do que dá para resolver nos próximos meses, com recurso de custeio e baixo investimento. Um não substitui o outro, e o PAIT costuma ser o primeiro passo de quem ainda vai elaborar o plano.

Não. A contagem é cara e só se justifica onde a decisão depende dela. O diagnóstico começa pelo registro de acidente, pela reclamação recorrente e pelo inventário de sinalização, que já apontam os pontos críticos. A pesquisa de campo entra depois, dirigida às interseções que entraram na lista. Levantar a cidade inteira encarece o estudo sem mudar a prioridade.

Antes do fim do estudo. O cronograma separa as ações por prazo, e boa parte do que resolve congestionamento e acidente é sinalização, ajuste de tempo semafórico e mudança de sentido — coisas que a própria equipe da prefeitura executa com material de almoxarifado. As obras de maior porte ficam para as etapas seguintes, já orçadas.

Serve, e é o caso mais comum. Municípios acima de vinte mil habitantes têm a obrigação legal do plano, mas o PAIT não depende dele para existir. Ao contrário: o levantamento de campo e o diagnóstico feitos no PAIT são aproveitados depois na elaboração do plano, o que reduz o custo da etapa seguinte.

Quase. PAIT é Plano de Ação Imediata de Trânsito. Quando o escopo alcança também o transporte coletivo — itinerário, ponto de parada, terminal —, o mesmo instrumento aparece como PAITT, Plano de Ações Imediatas de Trânsito e Transportes. A sigla muda conforme o termo de referência do município, e o método é o mesmo.

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