Rodovia em curva vista do alto, entre mato seco, com um caminhão de dois reboques e um carro em movimento

Mobilidade Urbana

Segurança viária e ISO 39001

Certifica como a organização gerencia o risco das viagens que provoca ou contrata.

ISO 39001

A exigência de ISO 39001 costuma nascer de um contrato.

  1. 01

    Do contratante, que passou a pedir certificação de segurança viária na homologação de fornecedor.

  2. 02

    Do cliente que audita transporte junto com qualidade.

  3. 03

    Ou do Programa de Exploração da Rodovia (PER) da concessão, com prazo já no cronograma contratual.

A ABNT NBR ISO 39001:2015 é a norma brasileira do sistema de gestão da segurança viária.

Nenhum trecho de via e nenhum veículo recebe esse certificado.

Quando o motorista da sua frota se envolve num sinistro, a responsabilidade não para no volante.

O custo

O que o sinistro custa à empresa

O sinistro de trânsito sai caro em três contas que a empresa paga separado.

Caminhão com carreta de lona parado sob a cobertura da doca de um armazém
  1. 01

    A trabalhista, quando o condutor é empregado.

  2. 02

    A civil, porque o Código Civil responsabiliza o empregador por ato do empregado no exercício do trabalho.

  3. 03

    E a contratual, quando o contratante exigiu um sistema de gestão e ele não existe.

A Lei 13.103/2015, que rege a jornada do motorista profissional, já obriga o controle de tempo de direção e de descanso. Esse controle já alimenta o sistema de gestão. Quem cumpre a lei costuma ter mais material pronto do que imagina.

Falta o encadeamento: quilometragem rodada, exposição, indicador, meta e plano de ação ligados entre si, com registro que sobreviva a uma auditoria.

Implantação

Como a implantação funciona

O sistema de gestão começa pela exposição, não pela estatística de sinistro.

A ABNT NBR ISO 39001:2015 pede que a organização defina primeiro o próprio papel no sistema viário.

Quem dirige, quem contrata frete, quem opera a rodovia, quem recebe caminhão no pátio.

Esse recorte define o escopo do certificado, e é a decisão que mais muda o custo.

Pátio de carretas visto de cima, com as vagas numeradas e um cavalo mecânico puxando um semirreboque pela faixa amarela
Pular a cena
  1. Definido o papel, a norma organiza o trabalho por fatores de desempenho de segurança viária, em três famílias.

  2. 01

    Exposição

    Os de exposição medem quilometragem rodada, número de viagens e frota por categoria.

  3. 02

    Resultado intermediário

    Os de resultado intermediário medem o que antecede o sinistro.

    Velocidade praticada, condição do veículo, aptidão do condutor, uso de equipamento de segurança, planejamento da viagem e resposta pós-sinistro.

    O fator intermediário é mensurável todo mês.

  4. 03

    Resultado final

    Os de resultado final medem mortes e lesões graves.

    O resultado final só aparece quando alguém já se machucou.

É por isso que a norma serve a quem ainda não teve sinistro grave.

A norma usa a mesma estrutura de alto nível das outras normas de sistema de gestão. Quem já tem ISO 9001, ISO 14001 ou ISO 45001 reaproveita boa parte da base. O que entra novo é o núcleo técnico de segurança viária.

Quem certifica é organismo de certificação acreditado, não consultoria.

A DATAMOVE prepara a empresa para a auditoria. O certificado sai do organismo, e a acreditação desses organismos no Brasil responde ao Inmetro.

Entregáveis

O que chega na sua mão

A lista é o que a norma exige que exista dentro da empresa.

O que entra no contrato e o que fica com a equipe interna se decide caso a caso.

  1. 01

    Diagnóstico de exposição

    Planilha em formato aberto com quilometragem rodada, frota por categoria, jornada e trechos percorridos.

  2. 02

    Matriz de fatores de desempenho de segurança viária

    Exposição, resultado final e resultado intermediário, aplicados à operação real da empresa.

  3. 03

    Política de segurança viária e matriz de papéis

    Documento assinado pela direção, com a alçada de cada função sobre cada fator.

  4. 04

    Painel de indicadores e metas

    Linha de base, meta, periodicidade de medição e responsável, por indicador.

  5. 05

    Plano de ação

    Ação, responsável, prazo e o indicador que cada ação move.

  6. 06

    Relatório de auditoria interna

    Não conformidade por requisito da norma, com evidência anexada e plano de correção.

  7. 07

    Dossiê de preparação para a auditoria de certificação

    Os registros na ordem em que o organismo certificador os pede.

Prazo e fases

A ordem não muda

O indicador só faz sentido depois que a exposição está medida, e a auditoria interna depois que há registro para auditar.

  1. 01

    Diagnóstico

    A operação, o papel da organização no sistema viário e os dados já existentes.

  2. 02

    Definição de indicadores e metas

    Fatores de desempenho aplicáveis, linha de base e meta por indicador.

  3. 03

    Implantação

    Política, papéis, procedimentos e plano de ação em operação, já gerando registro.

  4. Auditoria interna

    Conferência requisito a requisito, com não conformidade e plano de correção.

    requisito a requisito

  5. 05

    Preparação para a auditoria de certificação

    Evidências organizadas e acompanhamento da auditoria do organismo.

O prazo cresce com o número de unidades, a dispersão da frota e a falta de dado de quilometragem confiável.

Encurta quando a empresa já opera outro sistema de gestão.

ISO 39001

Para quem

01

Transportadora e empresa com frota própria

A exigência chega pelo contrato de frete ou pela homologação de fornecedor. A operação já gera dado de jornada por causa da Lei 13.103/2015, e o sistema de gestão transforma esse dado em indicador defensável.

02

Indústria com transporte próprio ou contratado

A carga sai da fábrica em veículo próprio ou de terceiro, e o risco continua ligado ao nome de quem embarcou. A norma alcança o transporte contratado quando ele entra no escopo, e é isso que a auditoria de cliente costuma cobrar.

03

Concessionária rodoviária

A obrigação nasce do Programa de Exploração da Rodovia e é verificada pela agência reguladora. O sistema de gestão convive com o trabalho de engenharia no trecho: ponto crítico, sinalização e tratamento de acesso.

Plano cicloviário e mobilidade ativa viraram seção do Plano de Mobilidade Urbana.

Segurança viária

Plano de redução de acidentes e pontos críticos

O ponto crítico se identifica pelo registro.

Boletim de ocorrência, registro da concessionária, chamado do atendimento pré-hospitalar e ocorrência interna da frota entram no mesmo mapa.

É esse mapa que ordena a fila de intervenção.

  1. O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) organiza as metas nacionais de redução de sinistro.

    É a referência que órgão público e concessionária usam para justificar a intervenção.

  2. Nos trechos que concentram ocorrência, a microssimulação em PTV Vissim testa a solução antes da obra: conflito, fila e tempo de espera aparecem na tela.

    Cada intervenção proposta sai com o memorial de cálculo que a sustenta.

  3. Secretaria de mobilidade que precisa reduzir acidente na cidade tem instrumento mais direto que a certificação.

    O Plano de Ação Imediata de Trânsito (PAIT) entrega diagnóstico, projeto funcional e cronograma com recurso de custeio. As duas frentes ficam dentro de Consultoria em Mobilidade Urbana.

Base normativa

O que rege este trabalho

  • ABNT NBR ISO 39001:2015sistema de gestão da segurança viária
  • Código de Trânsito BrasileiroLei 9.503/1997
  • Lei 13.103/2015jornada do motorista profissional
  • Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS)
  • Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, do CONTRAN
  • Resoluções do CONTRAN sobre sinalização, velocidade e travessia
  • ABNT NBR 9050travessia, rebaixamento de guia e rota acessível
  • Política Nacional de Mobilidade UrbanaLei 12.587/2012

Perguntas frequentes

A empresa. Mais exatamente, o sistema de gestão da segurança viária da organização, dentro do escopo declarado no certificado. Nenhum trecho de rodovia, cruzamento ou veículo recebe certificado ISO 39001. A auditoria verifica se a organização identificou seu papel no sistema viário, mediu a exposição, fixou metas e agiu sobre elas com registro.

São duas contratações, com dois fornecedores diferentes. A implantação é o trabalho de montar o sistema: diagnóstico, indicadores, política, procedimentos, plano de ação e auditoria interna. A certificação é a auditoria de terceira parte, feita por organismo de certificação acreditado, que emite o certificado. Consultoria que implanta não pode auditar para certificar o mesmo cliente, e é por isso que a DATAMOVE prepara para a auditoria sem emitir certificado.

Aproveita bastante. As normas de sistema de gestão compartilham a mesma estrutura de alto nível. Contexto da organização, liderança, controle de documentos, competência, auditoria interna e análise crítica pela direção já existem e se estendem.

O que entra novo é o núcleo técnico: papel no sistema viário, fatores de desempenho de segurança viária e as metas ligadas a eles. A ISO 45001 trata da saúde e segurança do trabalhador. A ISO 39001 trata do risco viário, inclusive de terceiros que a operação da empresa atinge na via.

Depende de dois fatores mensuráveis antes de orçar: dado de quilometragem confiável e outro sistema de gestão já implantado. A sequência das cinco fases é fixa. A auditoria de certificação só é marcada depois da auditoria interna, porque o organismo pede o registro dela como evidência.

Alcança, quando o escopo o inclui. Essa é a decisão mais importante da implantação. A empresa que embarca carga em transportadora contratada continua exposta ao risco daquela viagem, e o cliente que audita a cadeia pergunta exatamente por isso. Deixar o transporte contratado fora do escopo é possível, e precisa estar escrito no certificado.

Não. A certificação é um sistema de gestão, e faz sentido quando existe exigência contratual, auditoria de cliente ou decisão de direção de institucionalizar o tema. Quem tem problema localizado, concentrado em poucos trechos, resolve mais rápido com plano de redução de acidentes e tratamento dos pontos críticos.

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