Trevo com duas rotatórias sobre uma rodovia de pista dupla, visto de cima

Pesquisas de Tráfego

Contagem de veículos

Contagem volumétrica classificada é a contagem de veículos separada por categoria veicular e por movimento, registrada em intervalos de tempo.

Pular a cena

O que é medido

O que uma contagem volumétrica classificada mede

É o nome técnico do que o mercado digita como contagem de veículos ou contagem de tráfego. Duas classificações correm ao mesmo tempo, e respondem perguntas diferentes.

  1. 01

    Por categoria veicular

    Automóvel, motocicleta, ônibus e caminhão não ocupam o mesmo espaço na fila nem aceleram do mesmo jeito. A proporção de veículo pesado é o que converte volume bruto em volume equivalente no cálculo de capacidade.

  2. 02

    Por movimento na interseção

    Conversão à esquerda, conversão à direita e movimento direto, contados por aproximação. É o que dimensiona faixa exclusiva, tempo de estágio semafórico e área de acumulação.

  3. 03

    Só o total

    Contagem que devolve só o total não permite nenhum dos dois cálculos. E a classificação se perde na coleta, não no processamento: planilha agregada por total não volta atrás.

A contagem responde quanto passa por um ponto, e é uma das pesquisas de tráfego. De onde o veículo veio e para onde vai é outra: a pesquisa origem-destino.

Como é feito

Como o período e a hora-pico são definidos

O período representativo é uma decisão de escopo, não de calendário. É o recorte de tempo em que o tráfego se comporta como na maior parte do ano. É contra ele que o órgão confere o levantamento.

01

Dia típico

O critério corrente exclui segunda-feira e sexta-feira, véspera e dia de feriado, férias escolares e dia de evento na área de influência. Contagem fora desse recorte costuma render pedido de complementação, e o prazo recomeça a contar da nova entrega.

02

Hora-pico

A hora de maior volume dentro do período levantado, e não é a mesma em todas as aproximações. A hora-pico de um empreendimento raramente coincide com a da via, e é a sobreposição das duas que decide se o acesso aguenta.

15

minutos

É o intervalo sobre o qual o Highway Capacity Manual calcula o fator de hora-pico.

03

Fator de hora-pico

Mede o quanto a demanda se concentra dentro dessa hora, pelo critério do Highway Capacity Manual (HCM) sobre intervalos de 15 minutos. Fator baixo indica rajada, e o dimensionamento pela média horária a subestima.

Acima desse intervalo o pico se dilui na média da hora e some da planilha.

Equipe e validação

Equipe, coleta e validação do dado

A equipe conduz a coleta em campo e a conferência do dado antes de a planilha sair.

01Coleta em campo

Contagem manual

Equipe no posto, separando categoria veicular e movimento em tempo real.

Contagem automática

Câmeras gravam o trecho em campo, e o vídeo é processado depois por inteligência artificial, que separa categoria veicular e movimento.

02Conferência do dado

Validação. Três verificações independem de equipamento:

  1. 01

    Continuidade de fluxo entre aproximações vizinhas

  2. 02

    Comparação entre dias do mesmo ponto

  3. 03

    Revisão dos intervalos fora da curva

Evento real ou falha de registro, cada caso com tratamento próprio.

A grade abaixo é o que entra na proposta, linha a linha.

Grade de especificação

01O que é classificado

Categoria veicular e movimento por aproximação

02Período de coleta

O mínimo é o levantamento nas horas de pico. Conforme o caso, avalia-se também o volume diário e o comportamento ao longo da semana, nas 24 horas do dia.

03Intervalo de agregação

O Highway Capacity Manual (HCM) calcula o fator de hora-pico sobre 15 minutos

04Método de coleta

Manual e automática, por vídeo processado com inteligência artificial, conforme o escopo

05Software que consome a contagem
  • PTV Vissim
  • PTV Visum
  • HCS
  • SIDRA
06Validação antes da entrega

Continuidade de fluxo, comparação entre dias e revisão de intervalos fora da curva, pela equipe

07Formato de entrega
  • planilha em formato aberto

Nenhum dos quatro softwares da grade conta veículo.

Todos consomem a contagem pronta: o Visum alimenta a rede, o Vissim reproduz a interseção, o HCS e o SIDRA calculam capacidade. É por isso que a coleta limita tudo o que vem depois dela.

O levantamento se apoia em manual de órgão, e cada manual responde uma pergunta diferente.

  1. 01

    Manual de Estudos de Tráfego do DNIT

    trata do método de contagem e dos fatores de expansão

  2. 02

    Classificação de veículos do DNIT

    define em que categoria o veículo entra

  3. 03

    Highway Capacity Manual

    converte o volume contado em taxa de fluxo e nível de serviço (NS)

Formatos de entrega

O que chega na sua mão

O produto da contagem é arquivo, e o que a planilha permitir fazer depois decide o formato dela.

  1. 01

    Planilha das contagens em formato aberto

    Volume por intervalo, por categoria veicular e por movimento, com data e faixa horária de cada registro.

  2. 02

    Base agregada para o estudo seguinte

    Hora-pico por aproximação e fator de hora-pico calculado, prontos para o cálculo de capacidade e nível de serviço.

Planilha das contagensformato aberto
intervalocategoria veicularmovimento
Base agregadapara o estudo seguinte
  • hora-pico por aproximação
  • fator de hora-pico

A mesma planilha alimenta

  1. 01

    Microssimulação

    quando a interseção exige teste antes de obra

  2. 02

    Relatório de Impacto de Trânsito (RIT)Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)

    entra como anexo

  3. 03

    Polo Gerador de Tráfego (PGT)

    o tráfego existente da via, sobre o qual as viagens do empreendimento são somadas

É a planilha que o órgão analista confere quando pede complementação.

Rodovia

Volume Diário Médio (VDM) e monitoramento permanente

Volume Diário Médio (VDM) é o volume de veículos que passa por uma seção da via em um dia, na média de um período. É o indicador que a rodovia usa para dimensionar pavimento, faixa adicional e gatilho contratual de obra.

Entroncamento de rodovias em área rural, visto do alto

Contagem pontual

Levanta alguns dias e aplica fator de expansão para estimar o volume diário do ano.

Monitoramento permanente

Conta todos os dias, e o Volume Diário Médio sai da própria série, sem depender de fator de expansão.

A diferença entre os dois aparece onde o tráfego varia com a estação, com a safra ou com o veraneio.

O fator de expansão vem de uma série medida em outro lugar, e aplicá-lo a um trecho de comportamento diferente é o erro mais comum no Volume Diário Médio estimado.

Ônibus cruzando uma avenida ao entardecer, entre prédios de vidro

Transporte coletivo

Embarque, desembarque, frequência e ocupação

A contagem de transporte coletivo mede outra coisa, também chamada de FOV (Frequência e Ocupação Visual) no transporte público.

  1. 01

    Embarque e desembarque

    Quantas pessoas entram e saem em cada ponto, o que mostra onde a demanda se concentra no itinerário e onde cabe ponto, abrigo e faixa exclusiva.

  2. 02

    Frequência

    Com que intervalo o veículo passa, medido em campo. Raramente coincide com o programado, e a diferença explica a reclamação de intervalo.

  3. 03

    Ocupação

    Quão cheio o veículo chega, por veículo e por trecho, o que mostra se o problema é de frota ou de distribuição dela no dia.

Esse levantamento entra junto com a contagem de veículos quando o estudo trata de corredor, terminal ou itinerário.

Pedestres

Contagem de pedestres

A contagem de pedestres registra quantas pessoas atravessam cada faixa, em cada intervalo, e por onde atravessam quando não usam a faixa.

O dado que mostra onde a travessia deveria estar.

  1. 01

    Estudos de implantação e localização de passarela

    Onde a pessoa atravessa hoje, e não onde o projeto imaginou, é o dado que sustenta a escolha entre faixa elevada, semáforo de pedestre e passarela.

  2. 02

    Tempo semafórico

    O pedestre entra no cálculo pelo tempo de travessia, que depende da largura da via e da velocidade de caminhada adotada, maior perto de escola, hospital e terminal.

  3. 03

    Acessibilidade

    A ABNT NBR 9050 rege a travessia, o rebaixamento de guia e a rota acessível, e o levantamento dimensiona o que ela exige naquele ponto.

Perguntas frequentes

Um dia útil típico, nas faixas horárias de pico, resolve a maior parte dos estudos de interseção urbana. Quase sempre é menos do que se orça. Mais dias entram quando o tráfego varia com o dia da semana, quando o termo de referência fixa o período, ou quando o uso atrai fim de semana. Em rodovia a conversa é outra: o Volume Diário Médio exige série mais longa ou fator de expansão declarado. Levantar todas as aproximações de todas as interseções encarece sem mudar a decisão.

A classificação. A contagem simples devolve quantos veículos passaram. A classificada devolve quantos passaram de cada categoria veicular e em cada movimento, intervalo a intervalo. A diferença aparece em dois lugares: no cálculo de capacidade, que precisa da proporção de veículo pesado, e no dimensionamento de faixa de conversão, que precisa do volume daquele movimento. Estudo que vai a órgão analista costuma exigir a classificada.

É a medida de quanto a demanda se concentra dentro da hora de pico, pelo critério do Highway Capacity Manual (HCM) sobre intervalos de 15 minutos. Fator próximo de 1 indica demanda espalhada pela hora inteira; fator baixo indica rajada. É essa taxa que entra no cálculo de nível de serviço (NS). Sem intervalo de 15 minutos na planilha, o fator não pode ser calculado depois.

Dá, em duas situações. No estudo de triagem, em que a ordem de grandeza basta para decidir onde levantar de verdade. E no trecho com série de posto de contagem permanente.

Fora disso o dado antigo entra com ressalva. Mudança de sentido de via, obra no entorno e empreendimento novo alteram a distribuição dos movimentos sem mexer no total, e é a distribuição que o cálculo usa.

A contagem é o dado que todo o resto do estudo herda.

Envie

  • os pontos a levantar
  • o estudo que a contagem vai alimentar

Devolvemos

  • o dimensionamento do levantamento
  • a proposta com prazo
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